adiar o dia de sair do mar
se enturmar com o mar
sem querer domar o mar
ser do mar
fazer com que o mar
em ser espelho olhe-se
no acordo do céu
sem horizontes nem limites
aceitar que o mar
em sendo mar se torne léu
sereia e todo ser
que se
olha que se olha
em cada pele cada prole
tornar-se ele pele com pele
formar branquias
formar guelras
e barbatanas
para estar no mar
querer morar no mar
esquecer os dias de adiar
e se espraiar por lá
pacificamente
atravessar o mar
num barco a vela
num transatlântico
ou num vapor
seguir por onde for
seguir por onde o vento indicar
ouvir as conchas ler os búzios
e deixar-se levar no mar
morrer no mar dormir no mar
viver no mar
infinitivo mar
quinta-feira, 1 de março de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Crônica de um Carnaval
A gente começou mamando na vaca e foi S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L, é claro, todos juntos, formando um MONOBLOCO, monobroco, Broco da Malicia. Pra botar ordem nesse buteco de carnaval, cheio de catuaba e vodka, só Chamando o Sindico e mandando a gente pro Batizado dum Nenê lá na Brasil 41. A gente fez de tudo, levantou a Bandeira Branca mas acaba mesmo que a gente vai é festejar o teu sofrer, isso tudo depois de Chutar a Família Mineira. Mas deixa pra lá, quero meu tropeiro, quem diria que o aristoteles encarnaria em outra vida na forma de cerveja gelada e boa comida. So tem quem ensinar pra ele que tudo na vida fica melhor com uma pitada de Manjericão.
E depois disso tudo, só um bom e velho engov
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Tua pele alva. Teu corpo que tremia sob o meu. Um último gole, um último gozo suspiro Tua boca que se abria na minha e a minha língua que te tocava. Brincadeira de amigas naqueles dias que nos deixamos embalar em brincadeiras inocentes. E se a gente soubesse que ia dar nisso. Não. Deixa pra lá.
Você era tudo. E a gente deu em nada. Por enquanto.
Você era tudo. E a gente deu em nada. Por enquanto.
domingo, 9 de outubro de 2011
Saia da minha vida. E saia pela porta dos fundos. Pra não chamar atenção. Saio da tua também. Bato os pés no capacho porque nem tua poeira eu quero levar.
Tuas cartas estão queimadas, tua dança não existe mais, cigana. Pegue tuas mentiras e vá vende-las em outro lugar. Meu coração não as compra mais. Tá fechado. Tá cansado. Já andei demais. Olhos nos olhos na vitrola. Se vá. Não deixe nada. E se der, nem a memória de tudo que já fomos sobrará.
Camila Klein
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Travessia
Por entre meus vãos e desleixos… arestas da minha alma e recônditos do meu pensamentos… a luz apagada e a chuva escorrendo tinta preta das minhas mãos… a musica inaudita e silenciosa espera desfecho de mais uma sensação… acendo um cigarro e penso: que coisa horripilante essa de não entender nem aquilo que escrevo quem dirá as linhas tortas do meu cérebro…
Levanto, pego as chaves e penso que se eu flanar um pouco por essas ruas desertas e molhadas eu me sinta mais inteira no mundo, dispersa por gatos ariscos (eles sempre o são?) num fluxo que não sei aonde meus pés querem me levar…
aí entao me deparo com uma ponte e aqui nesse espaço pequeno, existem várias pontes… mas era em uma delas que eu queria chegar? Não basta chegar talvez, se é necessário atravessá-las?? sim sim é. mas vertigem se apodera de mim e vou de olhos fechados… é assim que me sinto nesse momento da vida… de olhos fechados e o medo de encarar as alturas, eu que adoro voar, de olhos fechados. Inconcebível não?
Mas então me abro, não só os olhos, mas eu, por completa… somente para encarar a vida de uma nova persperctiva… o céu tão negro e maravilhoso que se torna o azul mais intenso que jamais enxerguei, porque nesses momentos eu sempre tinha os olhos bem fechados e não me expandia e não dilatava as pupilas para enxergar o que vem além de nuvens grossas feitas de assombros poucas vezes reais… fora de mim…
Fora de mim eles não são assim tão reais quanto eu supunha… e talvez seja isso… de deixar minha mente e medo voarem por onde antes nunca tinham tracejado piruetas, visto borboletas inefáveis.
Olhei para frente, pingos caindo e os sentidos renovados, não ainda não enxerguei o final da ponte, mas pouco importa… se me atrevo a pensar futuros demais me esqueço desse momento exclusivo que é a vida e tudo que conquistei e conquisto nesse exato momento… são eles que me transportarão para a próxima ponte… porque a vida é uma eterna travessia num eterno retorno e te digo com provas de que se me acomodar, perderei minha tenacidade, vivacidade, cor.
O objetivo talvez no final não seja atravessar somente. Mas me atravessar. Encarar a ponte que meus pés temem, porque senão perco boa parte de mim, de ti, deles todos.
Se chuvas produzem músicas, as tempestades são sinfonias e os trovões são apenas as cordas de um baixo arranhando… num concerto maluco, encharcada me conserto.
Numa ponte qualquer de olhos bem abertos, coração escancarado para o mundo… agora eu sei/sinto/constato/estremeço: estou aonde deveria estar… aonde mais gosto de estar: numa travessia.
Levanto, pego as chaves e penso que se eu flanar um pouco por essas ruas desertas e molhadas eu me sinta mais inteira no mundo, dispersa por gatos ariscos (eles sempre o são?) num fluxo que não sei aonde meus pés querem me levar…
aí entao me deparo com uma ponte e aqui nesse espaço pequeno, existem várias pontes… mas era em uma delas que eu queria chegar? Não basta chegar talvez, se é necessário atravessá-las?? sim sim é. mas vertigem se apodera de mim e vou de olhos fechados… é assim que me sinto nesse momento da vida… de olhos fechados e o medo de encarar as alturas, eu que adoro voar, de olhos fechados. Inconcebível não?
Mas então me abro, não só os olhos, mas eu, por completa… somente para encarar a vida de uma nova persperctiva… o céu tão negro e maravilhoso que se torna o azul mais intenso que jamais enxerguei, porque nesses momentos eu sempre tinha os olhos bem fechados e não me expandia e não dilatava as pupilas para enxergar o que vem além de nuvens grossas feitas de assombros poucas vezes reais… fora de mim…
Fora de mim eles não são assim tão reais quanto eu supunha… e talvez seja isso… de deixar minha mente e medo voarem por onde antes nunca tinham tracejado piruetas, visto borboletas inefáveis.
Olhei para frente, pingos caindo e os sentidos renovados, não ainda não enxerguei o final da ponte, mas pouco importa… se me atrevo a pensar futuros demais me esqueço desse momento exclusivo que é a vida e tudo que conquistei e conquisto nesse exato momento… são eles que me transportarão para a próxima ponte… porque a vida é uma eterna travessia num eterno retorno e te digo com provas de que se me acomodar, perderei minha tenacidade, vivacidade, cor.
O objetivo talvez no final não seja atravessar somente. Mas me atravessar. Encarar a ponte que meus pés temem, porque senão perco boa parte de mim, de ti, deles todos.
Se chuvas produzem músicas, as tempestades são sinfonias e os trovões são apenas as cordas de um baixo arranhando… num concerto maluco, encharcada me conserto.
Numa ponte qualquer de olhos bem abertos, coração escancarado para o mundo… agora eu sei/sinto/constato/estremeço: estou aonde deveria estar… aonde mais gosto de estar: numa travessia.
Assinar:
Postagens (Atom)